domingo, 27 de dezembro de 2015

TRINCA FERRO



 Trinca Ferro(Saltator similis)


A fauna existente no Brasil é diversificada e bastante apreciada pelas pessoas que gostam de observar e, até mesmo, criar animais encantadores em suas residências. Em relação as aves que vivem no imenso território do país há desde pássaros comuns, que são vistos diariamente pela cidade, até outros que são considerados raridade.
Diante disso, a criação do Trinca Ferro, por exemplo, é uma das maiores do país. O pássaro silvestre possui um canto diferente que encanta os seus criadores e todas as pessoas que estão ao seu redor.
Na natureza é possível encontrá-lo em uma extensão que vai da Bahia até o Rio Grande do Sul. Quando livre, o Trica Ferro costuma viver à beira da mata, tanto nas baixadas quanto nas montanhas.
Porém, quando criado em casa, essa espécie dá ao local mais vivacidade, mas é preciso ter paciência e saber entender as fases do Trinca Ferro, pois somente assim, seu dono terá um pássaro sem igual para cuidar e proporcionar momentos especiais com a sua cantoria.

Reprodução

Em seu habitat natural, o Trinca Ferro constrói o seu ninho em arbustos com pouca altura, cerca de 2 metros, em média. O formato é semelhante a uma tigela espaçosa feita com grandes folhas secas seguras por alguns ramos. Geralmente a fêmea dessa espécie bota de 2 a 3 ovos.
Outra característica do pássaro é que, durante o período de reprodução, vivem de modo restrito a casais e são fiéis a um território.
Quanto a criação do Trinca Ferro em cativeiro é necessário ressaltar que, por se tratar de uma ave silvestre, é preciso de uma licença do Ibama Sispass. De posse desse documento o seu dono poderá tê-lo em casa e fazer a sua reprodução.
Todavia, a ave é extremamente territorialista, sendo assim, a maior dificuldade de seus criadores é em relação a junção do casal, visto que eles (tanto macho quanto fêmea) não se aceitam em um primeiro momento. É necessário um trabalho meticuloso de seus donos para que os mesmos possam se conhecer e, então, se acasalarem.
Caso esse processo não seja respeitado corre-se o risco de, quando juntos na mesma gaiola, se baterem até provocar a morte de algum deles.
Mesmo após passado esse período de adaptação, o momento da cópula deve ser feito com cuidado também, pois nesse período ambos tendem a ser bastante agressivos um com o outro, por isso, o seu criador deve ficar atento aos seus comportamentos. Se necessário coloque uma divisória na gaiola e só libere o macho quando a fêmea parecer imóvel no poleiro.
O ideal é permitir a cópula mais de uma vez para garantir maior sucesso na fertilização dos ovos. Quando botados, os filhotes nascem 13 dias após e devem ser separados da mãe no prazo de 35 a 40 dias.

Alimentação

Na natureza eles são onívoros, alimentam-se de larvas, frutos e sementes. Na época de reprodução, o macho costuma trazer alimento para a fêmea.
Em cativeiro a alimentação deve ser composta de uma variedade de sementes como alpiste, rações, além de frutas, legumes e, até mesmo, pequenos animais. O ideal é que o pássaro receba uma dieta única onde possa receber todos os nutrientes de que precisa.
Há rações preparadas para isso, ou seja, nelas há grande concentração de proteínas, açúcares, gorduras, vitaminas e sais minerais.

Canto

O canto varia muito de região para região, porém em todos eles se mantém o mesmo timbre. A característica principal é a melodia forte que chama a atenção dos ouvintes.

Mudas de pena e bico

As mudas de penas e bico ocorrem quase que simultaneamente no Trinca Ferro, por isso nessa fase são necessários cuidados especiais.
Nesse período o criador deve oferecer alimentos de consistência branda, bem como facilitar os processos de esmagamento e descascagem das sementes. Essa é a fase em que o animal sofre grandes restrições alimentares, afinal, o mecanismo do bico passa por reestruturação.
Diante disso, é necessário que a ave tenha uma dieta rica em proteínas destinadas a repor todas as reservas do organismo, gastas com as mudas de pena e de bico.

Gaiolas

Escolher uma gaiola adequada para o Trinca Ferro é uma importante tarefa para os seus criadores, pois se trata de uma ave que produz muita sujeira e resíduos, por isso deve ser de fácil manutenção.
As preferidas dos criadores são as feitas de madeira, porém esse material deve ser muito bem cuidado para evitar a proliferação de piolhos.
A cada fase do pássaro o tamanho da gaiola irá mudar, pois é necessário proporcionar a ave mais conforto, além de escolher um espaço que atenda às necessidades dele. Sendo assim, procure, sempre, por gaiolas de qualidade, ou seja, sem rebarbas que possam machucá-lo e que, ainda, possam deixa-lo à vontade.

Torneios

Os torneios de Trica Ferro são eventos nos quais os seus criadores levam os pássaros para competir por meio de sua cantoria. Nesse caso, existem técnicas e manejos, sem contar a genética também, para que eles se destaquem.
Há quem os leve para locais onde possam treinar o seu canto, na época que antecede ao torneio. Além disso, na semana do campeonato é necessário deixar o pássaro tranquilo, longe de estresse para que ele possa se desenvolver muito bem diante dos outros da sua espécie.
Quem opta por inscrever o seu pássaro em um torneio deve ter em mente que ele é muito delicado e, portanto, precisa de cuidados especiais na época em que vai competir. A melhor coisa a se fazer é respeitar o seu espaço e deixa-lo descansar.
Isso são apenas algumas dicas básicas, pois o comportamento e o método escolhido para o pássaro nessa fase vão depender de ave para ave e de dono para dono.

Diferentes espécies

O nome científico do pássaro é Saltator Similis e devido a sua grande distribuição ele acabou se dividindo em 8 formas de aves do gênero Saltator, sendo que praticamente todas elas são iguais.
Ele também é conhecido por outros nomes como Bico-de-Ferro, Tempera Viola, Pipirão, Estevo, Papa-Banana, Titicão, Tia-Chica, Chama-Chico, João Velho e Pixarro.

        


      



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

CURIÓ


 CurióOryzoborus Angolensis )

O IBAMA adotou o nome científico de  Sporophila angolensis.



Características:

        
        O Curió Macho tem penas na cor marrom(parda)quando é filhote, mas depois de completar a primeira muda, 
as penas ficam pretas com apenas uma pequena mancha branca na asa, já sua barriga e peito ficam na cor vinho.

        A fêmea de Curió é marrom(parda) com um tom mais claro no peito, mesmo quando adulta.


        Quando adulto, o Curió fica com cerca de 14 cm de tamanho.


        O tempo de vida estimado é de 30 anos no cativeiro (se muito bem cuidado) e de 8 a 10 anos na vida selvagem.



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Alimentação

        A alimentação do Curió na Natureza é composta basicamente de alguns insetos e várias sementes, principalmente a semente do capim navalha.

Reprodução

        Os Curiós se acasalam durante o mês de setembro até o fim de março, botando de 2 a 3 ovos por ninhada, que são incubados durante doze dias.


Cantos 

Os cantos mais conhecidos são  :


* Viteu (Bahia)

* Vi Vi Te Teu (Pernambuco),
* Vo vo Yi viu (Alagoas),
* Paracambi (Rio de Janeiro),
* Catarina (Santa Catarina),
* Timbira (Maranhão)
* Praia Grande (Litoral de São Paulo).
* Florianópolis ( Santa Catarina)



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

BICUDO


 Bicudo(Oryzoborus maximiliani)



Características:


- Pássaro de plumagem brilhante, sendo praticamente toda negra, e com reflexos verdes e azuis, dependendo da luz;
- O Bicudo mede cerca de 15cm de comprimento;
- Eles têm uma pequena mancha branca nas asas, que dá um grande contraste com as demais penas;
- A parte de baixo das asas também possui algumas nuances de branco;


Alimentação

Sementes de  Capim navalha; Tiririca; Arroz; Alpiste, Painços.

Também podem ser oferecidos aos Bicudos :

Jiló, Milho verde, Berinjela, Pepino, Couve, Chicória.

Na época da reprodução você poderá dar larvas de tenébrio para a fêmea tratar dos filhotes.




Reprodução

A fêmea botar geralmente de 2 a 3 ovos, que serão chocados por 13 a 15 dias. Eles podem chocar de outubro a março, conseguindo ter até 3 ninhadas neste período.



Cantos  

O canto do Bicudo lembra o som de uma flauta, sendo melódico e complexo. É importante lembrar que ocorrem variações regionais no canto e também de pássaro para pássaro. Eles também costumam cantar para disputar territórios e para ganhar a simpatia das fêmeas no período reprodutivo. Ao cantar, eles ficam eretos, com o peito empinado e a cauda apontada para baixo, mostrando ser valente e estar disposto a defender seu território.